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CORREÇÃO DE CICATRIZES

As cicatrizes representam o esforço do organismo para restaurar a barreira natural da pele após sofrer traumas (agressões, acidentes, cirurgias). Uma vez formadas, tornam-se permanentes. E isto pode ser psicologicamente perturbador, pois a visão diária de cicatrizes indesejadas podem reavivar memórias das experiências traumáticas que as causaram. A correção ou revisão das cicatrizes pouco estéticas (ou inestéticas) pode suavizar as cicatrizes da pele, ajudando também a amenizar as marcas deixadas por ela na própria alma.

As causas da formação de uma cicatriz inestética ainda não estão totalmente esclarecidas, no entanto alguns fatores de risco são conhecidos e podem ter origem: no próprio organismo (características genéticas, etnias, presença de doenças sistêmicas como diabetes, deficiências nutricionais, idade), no ambiente (exposição solar, tabagismo, uso de certas medicações) ou no mecanismo que causou a lesão (profundidade, perda de tecido, infecção, local e direção da cicatriz, tensão precoce). Ainda assim, é um fenômeno imprevisível, pois mesmo alguns pacientes portadores de vários destes fatores de risco podem apresentar cicatrizes de boa qualidade.

Os tipos mais conhecidos de cicatrizes inestéticas são:

  • Quelóides - ocorrem quando o corpo continua a produzir colágeno depois de uma ferida ter cicatrizado (mais comum em pacientes negros e orientais). São espessas, enrugadas, avermelhadas ou de cor mais escura do que a pele circundante, e frequentemente causam coceira e dor local. Crescem além das bordas da ferida ou da incisão, e não regridem espontaneamente.
  • Cicatrizes hipertróficas - são freqüentemente confundidas com os quelóides, visto que também podem ser grossas, vermelhas e elevadas. Porém, se mantém dentro dos limites da ferida original ou incisão. Elas costumam melhorar por conta própria, embora possa demorar um ano ou mais.

Embora nenhuma cicatriz possa ser completamente removida, a cirurgia para correção ajuda a melhorar a aparência da mesma, reposicionando a incisão, deixando-a menos evidente. Esta cirurgia pode ser realizada sob anestesia local, peridural ou geral, dependendo da localização e tamanho da cicatriz.

Perguntas Frequentes

Geralmente, qual é a evolução normal de uma cicatriz após cirurgia plástica?

As cicatrizes passarão, obrigatoriamente, por diversas fases até que se atinja a fase final de maturação. Assim é que temos:

a- PERÍODO IMEDIATO: Vai até o 30º dia e apresenta-se com aspecto pouco visível. Alguns casos apresentam uma discreta reação aos pontos ou ao curativo.

b- PERÍODO MEDIATO: Vai do 30º dia até o l2º mês. Neste período, haverá um espessamento natural da cicatriz, bem como uma mudança na tonalidade de sua cor, passando do “vermelho para o “marrom” que vai, aos poucos, clareando”. Por isso este período é o menos favorável da evolução cicatricial, e é o que mais preocupa as pacientes. Como não podemos apressar o processo natural de cicatrização, recomendamos às pacientes que não se preocupem, pois, o período tardio se encarregará de diminuir os vestígios cicatriciais.

c- PERÍODO TARDIO: Vai do 12º ao l8º mês. Neste período a cicatriz começa a tornar-se mais clara e menos consistente atingindo, assim, o seu aspecto definitivo. Qualquer avaliação do resultado definitivo das cicatrizes deverá ser feita após este período.

Existem opções de tratamento não-cirúrgicos para cicatrizes inestéticas?

Sim. Em alguns casos, podem ser tentadas opções mais conservadoras antes da correção cirúrgica. Entre estas opções, as mais utilizadas são compressão local (malhas, fitas de silicone), uso de placas de silicine gel, e infiltração de corticóide na cicatriz. Caso a abordagem conservadora seja eficaz, a cirurgia não será mais necessária.

É verdade que as cicatrizes hipertróficas podem se tornar menos visíveis com tempo?

É sim. Como já foi dito, existe uma tendência natural para as cicatrizes hipertróficas se tornarem menos evidente, mas requer o tempo necessário para que entrem no período tardio.

Quais são as opções de tratamento cirúrgico para os quelóides?

O tratamento pode ser feito através da ressecção total realizada em uma única cirurgia ou de forma parcial em vários procedimentos. Pode envolver ainda a utilização de expansores teciduais para diminuir a tensão na nova cicatriz.

É verdade que as cicatrizes queloideanas podem voltar mesmo após a cirurgia para correção?

É sim. Alguns pacientes possuem uma predisposição para formar quelóides resistentes até mesmo ao tratamento cirúrgico. Nesses casos e nos pacientes com elevada tendência para queloide, recomendamos a associação com Betaterapia (tipo de Radioterapia utilizada para tratar quelóides).

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