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TUMORES DE PELE

O câncer de pele é o tipo de câncer mais comum no Brasil, representando cerca de 25% de todos os tumores malignos registrados no país. Infelizmente, a sua incidência está aumentando. No ano de 2012, foram registrados cerca de 134.000 casos novos. Em 2014, espera-se um aumento desse número para aproximadamente 188.000, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

Existem dois tipos básicos de câncer de pele, os não-melanoma e os melanomas. Os não-melanoma são originados nas camadas da epiderme, correspondem a 95% do total dos casos de câncer de pele, seus dois subtipos mais comuns são o Carcinoma Basocelular (CBC) e o Carcinoma Espinocelular (CEC). O CBC é o mais frequente (cerca de 70% do total dos não-melanomas) e também o menos invasivo. O melanoma é mais raro que os carcinomas, tem origem nos melanócitos, células produtoras de melanina, responsáveis pela pigmentação da pele. É o tipo mais letal e agressivo de câncer de pele.

A radiação ultravioleta é a principal responsável pelo desenvolvimento dos tumores cutâneos malignos, e a maioria dos casos está associada à exposição excessiva ao sol ou ao uso de câmaras de bronzeamento. Outros fatores de riscos conhecidos são: tabagismo, feridas crônicas, infecção por HPV, doenças genéticas.

As áreas onde o câncer de pele surge com maior frequência são aquelas regiões do corpo que ficam mais expostas ao sol como couro cabeludo, face, pescoço e membros superiores.

O câncer de pele pode ter aparência semelhante a lesões benignas, motivo pelo qual alguns pacientes demoram a procurar ajuda médica. Contudo, algumas características devem nos alertar para um maior risco, são elas:

  • Lesões elevadas, brilhantes, avermelhadas, róseas ou multicoloridas, que sangram facilmente;
  • “Sinal” preto ou castanho, com bordas irregulares, aumentando progressivamente de tamanho;
  • Ferida que não cicatriza, com crescimento progressivo, associada a coceira, crostas, erosões ou sangramento.

Caso você possua alguma lesão na pele com essas características, agende uma consulta. O tratamento para a maioria dos casos é a retirada do tumor com uma porção de pele ao seu redor (o que chamamos de margem de segurança). Radioterapia e quimioterapia são utilizados nos casos mais avançados. Quando diagnosticado e tratado precocemente, o câncer de pele apresenta altos percentuais de cura.

Perguntas Frequentes

É sempre possível retirar o tumor e fechar o local com pontos?

Nem sempre o fechamento simples é possível. Algumas vezes pelo fato do tumor ser muito extenso, outras porque o câncer de pele pode surgir na proximidade de estruturas nobres como olhos, boca e nariz. Nesses casos, quando é feito apenas o simples fechamento após a retirada do tumor, pode haver prejuízo estético ou modificação da função dessas estruturas. A utilização de retalhos ou enxertos cutâneos na área onde foi retirado o tumor resolve esse problema com bons resultados estéticos e funcionais.

Os carcinomas basocelular e espinocelular pode curar espontaneamente sem nenhum tipo de tratamento?

Não. Uma vez diagnosticado com estes tipos de câncer, deve-se fazer a remoção dos mesmos, pois o crescimento excessivo pode levar ao surgimento de metástases (principalmente o espinocelular), além de sangramentos frequentes, formação de úlceras e desfiguração nos casos mais graves.

O que posso fazer para evitar o Câncer de pele?

A principal medida é evitar a exposição excessiva ao sol, evitando o horário entre 10 horas da manhã e 4 horas da tarde. Além disso, recomendamos a utilização de chapéus e camisetas nos ambientes de maior exposição (praias, piscinas) e o uso diário de protetor solar com proteção para UVA e UVB e fator de proteção de no mínimo 30. É importante ainda observar periodicamente a pele à procura de manchas suspeitas.

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